Mesmo ciente de que a presença do presidente na delegação é importante para um clube que joga como visitante na série B, o presidente do ABC, Judas Tadeu, abriu mão da viagem para Santo André para realizar uma importante reunião com os membros da diretoria do clube responsáveis pelo departamento financeiro. A meta é levantar todas as contas do clube para apresentar o resultado na reunião do conselho arbitral, marcada para o próximo dia 24. Tadeu trabalha com a estimativa de ter um prejuízo de R$ 1 milhão até dezembro, sendo que R$ 400 mil será apenas com o futebol profissional nos dois últimos meses de 2008.“Vamos encerrar o ano necessitando pagar os salários referentes a outubro e novembro, mas todos que estão no ABC sabem que vão receber o seu dinheiro. Estamos fazendo esse balanço de contas para apresentar aos nossos conselheiros para análise. Vamos colocar todos os tipos de receitas e despesas deixando a situação bem transparente”, disse o presidente.
O dirigente considera que um dos fatores decisivos para o prejuízo, que deverá ser registrado pelo Alvinegro na atual temporada, foi a questão da liberação das imagens dos jogos do clube para os assinantes do pacote da série B, em Natal. Numa atitude extrema, Judas Tadeu revelou que chegou a apresentar, na última reunião da Futebol Brasil Associados (FBA), uma carta abrindo mão da verba de R$ 700 mil repassada aos integrantes da série B referente a liberação dos direitos de transmissão das partidas.
“Tomei essa atitude extrema, mas só não levei à frente porque não poderia abrir mão apenas de uma parte da verba. A FBA disse que só poderia abrir mão do contrato completo, que envolve a doação das passagens aéreas, hospedagens e o translado quando as equipes atuam fora. No momento acho que nenhum clube pode abrir mão dessas vantagens e nós teremos de aprender a conviver com esse tipo de problema que vem afetando bastante a presença do público nos estádios”, salientou.
Se é antipático a idéia de redução no preços dos ingressos, Judas Tadeu disse que isso ocorre pelo fato dos clubes potiguares ainda dependerem muito da arrecadação nas bilheterias para equilibrar as suas contas ao final da temporada. “As pessoas têm que aprender a ver o clube com toda sua magnitude. Quando cheguei ao ABC o clube tinha um campo de treinamentos, cinco bolas e 12 funcionários. Os salários dos atletas eram bem menores que os praticados hoje e o ingresso era vendido a R$ 10. Hoje o ABC tem um complexo esportivo moderno, 64 funcionários fixos e um garoto das bases recebe bem mais que Romildo, como capitão da equipe profissional em 94 recebia. Como é que podemos manter o preço nos mesmos dez reais se os nossos gastos quadruplicaram?”, indagou Tadeu.
Dentro dos números levantados pela diretoria também já estará incluso o investimento que será realizado para mandar a equipe sub-18 para disputa do Taça São Paulo de Futebol Júnior, a diretoria está fazendo a previsão de enviar a delegação de avião para evitar que alguns problemas físicos possam se manifestar nos atletas, devido ao grande período confinado no ônibus, daqui até o interior paulista. “As dificuldades para se manter um clube do tamanho do ABC são imensas, e nós vamos arranjar um jeito de administrar o prejuízo para manter o clube forte na próxima temporada”, afirmou o presidente alvinegro.
Fonte: Tribuna do Norte
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